Novembro, 9 | Resenha

09 julho 2017
https://goo.gl/iL1hU3
Título: Novembro, 9
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera
Páginas: 349

Fallon é uma jovem de 18 anos que teve sua vida marcada por uma grande tragédia: aos 16 anos sobreviveu a um incêndio que deixou cicatrizes profundas em sua pele e em sua alma. Ela está de mudança para Nova York quando conhece Ben. Ele começa a escrever um romance baseado na história que divide com Fallon, e eles combinam de se reencontrar todos os anos naquela mesma data – nove de novembro. As coisas mudam quando Fallon começa a desconfiar que o livro de Ben esconde muito mais coisas do que o romance dos dois.

“O incêndio foi um acidente. Eu sobrevivi. Essas são as duas coisas em que tento focar, mas é difícil, quando penso nisso sempre que olho para mim mesma.” (p. 15)

Esse livro me surpreendeu muito, porque eu li muitos livros da Colleen e apesar de adorar todos eles, as protagonistas tinham basicamente a mesma personalidade. Parecia que a Tate tinha resolvido sair de “O lado feio do amor”, tinha mudado de nome e dado um pulinho em “Métrica” para fazer o papel de Layken, e para não perder a viagem, resolve ser a Sky, de “Um caso perdido” também. Mas a Fallon é totalmente diferente das personagens que citei, e “Novembro, 9” traz uma abordagem do amor que é bacana porque é um clichê, que não quer ser clichê, mas que acaba sendo um puta de um clichê. Dá para entender?

Acha que pode mesmo controlar se vai ou não se apaixonar por alguém?” (p. 73)

Ben é um carinha que surge do nada, tira a Fallon de uma baita saia justa e de quebra consegue uma promessa: se reencontrarem todos os anos nos dias 9 de novembro. Um ano faz muita diferença na aparência de Ben e Fallon, em suas personalidades e comportamentos em relação ao mundo, mas o amor deles se mostra imutável. Os dois despertam o melhor um no outro. Eu acredito muito no amor e acho lindas histórias que falam sobre o quanto alguém pode melhorar por causa dele.

A Fallon é uma vítima de fatalidades. No começo é uma pessoa bem triste, mas o tempo faz a ela um bem danado. A menina triste se transforma em uma mulher que não tenta mais esconder suas cicatrizes. E aí entra em cena um terceiro detalhe: o livro que Ben está escrevendo.

Uma das coisas que sempre tento lembrar a mim mesma é que todo mundo tem cicatrizes” (p. 76)


No primeiro encontro Ben se apresenta como escritor. E ele se propõe a escrever sobre sua história com Fallon. Claro que ela não vê problema nenhum nisso. Até que… bom, vou parar por aqui para não rolar spoiler. Só quero dizer que adorei a leitura e me surpreendeu bastante. 



Lady Thaw
É uma sonhadora, amante de livros e literata. Adora cantar, dançar, ler e conversar. Um dia terá um gato preto chamado Plutão.
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