Elfen Lied | Mangá

16 junho 2015



Sinopse:  A história se passa na cidade japonesa de Kamakura, e começa com a fuga de Lucy, uma poderosa dicornius, de uma ilha em um centro de pesquisas fortemente protegido por gente armada, com uma instalação científica enorme. As dicornius se parecem muito com humanos normais, porém, possuem algumas diferenças: Uma glândula pineal de tamanho exacerbado, um par de pequenos chifres em suas cabeças, e conseguem sentir a presença de outras de sua espécie. Na tentativa de impedir a fuga de Lucy, um sniper acaba acertando seu capacete e a derruba no mar. Depois ela é encontrada por Kouta e sua prima Yuka na praia da cidade, sem roupas, sem memória alguma, com comportamento de uma criança pequena e a única coisa que conseguia falar era “Nyuu”. Por ela só saber falar isso, eles acabam chamando-a de “Nyuu” mesmo. Assim, ela acaba por ir morar com Kouta, numa antiga pensão fechada, que ele tinha alugado para morar enquanto estudava na universidade. Enquanto isso, o pessoal que trabalha no laboratório está desesperado atrás da Lucy, e enviam assassinos profissionais e outras Dicornius atrás dela…

Autor: Lynn Okamoto (Arte e História)
Volumes: 12

Gêneros: Seinen, Ação, Horror, Drama. 




 Não, eu não sou expert em quadrinhos japoneses, ou de qualquer outro tipo; mal cheguei na metade de Death Note - sim, dói admitir - e li alguns capítulos de Fairy Tail, dos meus episódios favoritos, então, Elfen Lied foi a primeira obra que terminei. Assim, os comentários que se seguirem vem de uma novata noob nessa arte. Se ainda não conhece mangás, vale a pena!

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 Se Elfen Lied fosse um livro, ele seria provavelmente, Weird Fiction, subgênero que se passa nos patamares sombrios entre a ficção científica e o terror. Como uma história bem psicológica – apesar de ser essencialmente Ação – tive certa vontade de ler a história em livro. Mas, é claro, foi uma pequena vontade do eu Leitora de Livros que mal havia terminado algum mangá, e que estava apenas se iniciando de verdade nesse mundinho oriental. Certeza que não me arrependi.
 Vamos à história. Conhecemos uma cidade japonesa onde meninas começaram a nascer com chifres na cabeça e que ao completar três anos, viram assassinas por natureza, usando seus braços longos e invisíveis das costas – chamados pelos cientistas de vetores - como arma fatal. Essa nova raça, denominada Dicornius, tem como objetivo de pura e simplesmente destruir todos os Homo Sapiens e fundar um Novo Mundo formado somente pela Nova Raça.
 Lucy, a primeira Dicornius, é a única com capacidade reprodutora, considerada assim, a Rainha da nova raça, a verdadeira Eva. Com o surto dessas meninas de chifres e vetores – e seus respectivos massacres – um instituto de pesquisa científica as trancafia dentro de seus portões, com segurança máxima, aproveitando-se disso para realizar experimentos terríveis nas Dicornius. Lucy está presa. Mas não por muito tempo. Por um descuido, ela consegue fugir, deixando uma chacina de guardas atrás de si. Ela acaba caindo de um penhasco e indo parar numa praia, onde encontra Kouta – um garoto que havia acabado de se mudar pra lá – e sua prima Yuka.
 Lucy, sem memória de nada, é acolhida por ambos que começam a chama-la de Nyu – a única palavra que ela consegue pronunciar. Passam a morar na Kaede House, grande casa da família de Yuka. Outros personagens se juntam a eles ao longo dos volumes. Porém, a Dicornius Lucy reaparece várias vezes, num verdadeiro exemplo de transtorno disassociativo de identidade, muito bem trabalhado por sinal. Vemos a inocente Nyu de olhinhos grandes e brilhantes, mal sabendo falar, e também vemos Lucy, a assassina que desmembra pessoas. Veja a bela garota da capa e olhe para Lucy.  






Lindo, não? As personalidades mudam e os traços também. Nos primeiros volumes o mangaká ainda parece ter traços inexperientes, mas quando se tratando das imagens de Lucy que ocupam meia página, ele é perfeito. A cena do elevador do primeiro volume, é fantástica. O gore é onipresente, sem nenhuma tentativa de amaciar alguma cena. Pessoas estraçalhadas de todas as formas possíveis, fazem frente ao sofrimento das Dicornius presas e abusadas – de todas as maneiras possíveis – nos laboratórios. A moral não parece perto de nenhum dos lados e o roteiro se preocupa em mostrar os podres de ambos os lados, assim como entender as ações de certos personagens dos dois lados. 





 Diferentemente do que possa parecer, o gore não é o principal de Elfen Lied. É o drama de todos os personagens que nos atrai, desde a perda de pessoas amadas até o trauma do estupro. A solidão é o elemento dramático que mais caminha pelos volumes, em todos os personagens de jeitos distintos, sejam humanos ou Dicornius. Muitas vezes, tudo é tão pesado que o leitor só quer um alívio; aí entra as cenas sangrentas. O sangue e drama se intercalam, junto com cenas do cotidiano na Kaede, com momentos divertidinhos como que para quebrar o peso da trama principal.
As cenas de luta – e ação em geral – me surpreenderam demais. Muito bem feitas, dinamizado pelo constante uso de vetores e saltos. A luta entre Lucy e Nana – esta última, aliás, tornando-se importante no decorrer dos volumes – foi awesome fenomenal, pelo menos quando não acabou em algo de partir corações.
 Preciso dizer que a história tem fanservise, principalmente nos primeiros volumes. Não prejudica o andamento da história, a meu ver. Também preciso dizer meu desprezo por Yuka e Kouta. Yuka é aquela típica personagem criada só pelo único objetivo de se apaixonar por alguém, neste caso Kouta. Ela não faz mais nada - nada! - se este algo não estiver relacionado a ele. Ela chora, grita e chora. É terrível. Já Kouta é normal – normal demais – é como se o mangaká precisasse criar um homem para humanizar Lucy, e não conseguisse encontrar uma personalidade para ele. Kouta sempre fala as coisas certas, sempre age certo, é apático várias vezes; é chato. Perdi a conta de quantas vezes ele disse “vou procurar a Nyu”.
 Nele e em Yuka, notei falhas em verossimilhança. Por exemplo, se você encontrar uma garota com chifres que segundo policiais está desaparecida, o que você faz? Você mente, ora! E se ela desaparecesse e você e sua prima a encontrassem numa praia e logo em seguida fossem atacados por soldados, que aparentemente estão atrás dela? Você ignora e depois de receber alta do hospital, continua a conviver com a garota, achando normal o fato dela sempre desaparecer. Afinal, nada acima da normalidade, não é?      





Gostei muito de Elfen Lied, apesar de ficar controversa a respeito do final. Em pouco tempo de publicação, EL virou anime. Há muitas diferenças entre um e outro, com final que difere. Não vi e não sei se verei – admito, não gosto de assistir terror, o máximo que suporto é The Walking Dead, e olhe que nem me dou ao trabalho de ver essa série - Mas, talvez, algum dia... Quem sabe?




  
Alana Campanha
Há milênios perdida nesta Terra, sobrevive de histórias feitas por seus habitantes. Ama escrever, criar tramas surreais e se aventurar pela literatura. Apaixonada por Doctor Who, sonha em viajar por esse mundo um dia desses.
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1 comentários:

  1. Olá! Cara, eu estava aqui de boas, quando vi que alguém postou no blog. Claro que vim ver o que era, e poxa, era Elfen Lied. Simplesmente meu mangá favorito. Amei a sua resenha. Você é muit boa nisso, que inveja i.i Nem quero mais escrever uma resenha de Elfen Lied no meu blog u.u
    Beijos!

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